EBD

HINOS 02

NOVO SOM-CONSOLO E HINOS

Novo Som e Hinos da Harpa

MUSICAS EVANGELICAS ANTIGAS

terça-feira, 11 de abril de 2017

51-O FUTURO do PROFESSOR na ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL


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O FUTURO do PROFESSOR na ESCOLA DOMINICAL

Venho refletindo por longos anos na vida dos professores de escola dominical, pois penso eu que todos deveriam ter no mínimo uma formação ou capacitação docente para atuar em tal função( ou seja ministério) uma vez que estamos diante de uma mescla de gerações cada vez mais conectadas nas redes sociais e mídia no geral, assistindo tudo ao vivo as informações e cada vez mais um alunado mais atuante de informações e respostas rápidas. Mais respostas estas que me pergunto até que ponto com o verdadeiro sentido do que lêem, cabendo o professor intermediar a construção desta dependendo da fixa etária do aluno. Há muitas igrejas de posse do oferecimento de muitos cursos de capacitação, atualização, para poder levarem um conhecimento de ponta ao aluno contemporâneo, mas o que a realidade tem mostrado de fato diante das minhas observações e pesquisas diversas nas denominações, é que o professor HOJE, não quer ESTUDAR o conteúdo a ser ministrado, não participam da escola dominical para eles mesmos (professores) e muitas vezes ficam vagando pelos cultos da manhã ou da noite em suas igrejas. Com isto o conhecimento da Bíblia vai ficando defasado, e levam um conhecimento também defasado ao aluno, ao passo de que este aluno passa a não mais ter o interesse em participar das aulas dominicais, ou se vão, vão como uma válvula de escape de qualquer outro coisa que não se quer fazer. A Bíblia é muito clara quando Jesus diz errais não conhecendo as escrituras e nem o poder de DEUS. ENTÃO cadê o interesse de propor um ensino com maior qualidade ao aluno? O que uma boa parte dos professores tem feito em sala é um ensino maçante e tradicional, uma educação bancaria (deposito), onde aluno e professor estão em uma enorme distancia ficando a cargo do professor a fala. Se nas escolas seculares isto tem sido mudado pela construção e participação do aluno e incentivo pela busca do conhecimento, penso que a sala dominical nas igrejas deveria pautar pelo mesmo desafio e princípios, quem sabe assim teríamos mais alunos em sala. Quantos professores têm acesso às redes sociais, mídia no geral, e quando chegam em sala, não existe uma única diferença, interesse em fazer algo diferente ao aluno em sala, no entanto são professores chatos que não fazem a diferença em quase nada. Passado e presente observa-se uma gama de recursos de ensino ou seja (instrumentos para a aula) que cada qual deve ser cuidadosamente estudado para ser agregado a lição, então fica o ALERTA: professores acordem! E façam o melhor! SUGESTÕES Área infantil – jovens e adultos. 1- Contando história Falar claramente Falar com entusiasmo, imaginação e confiança. Olhar diretamente os alunos. Sentir o que está contando e se esquecer de si, use gestos, tom de voz, expressão facial, olhares de maneira natural. Se for uma história imaginaria, dizer logo no início. Usar diálogo, deixar os personagens falarem. Não interromper a história com perguntas 2- Características essenciais de uma boa história Mensagem deve ser clara e falar por si mesma. Ter unidade Ação. Não ter muitos personagens. Imagens bem selecionadas. 3- Preparando uma boa história Determinar o objeto Ler, estudar, aprender. Analisar Estudar material suplementar Praticar a narração em voz alta Não decorar. 4- Quatro divisões de uma história A - Objetivo: Despertar interesse Apresentar personagens dentro de imagens próprias para cada idade. Criar ambiente Deve ser breve com poucos detalhes A- Princípios a observar: Não precipitar os acontecimentos. Não mencionar coisas que não sejam como um fio eletrizante ligado à história. Não escrever quando é possível sugerir. Na arte de contar, um mau começo é prenúncio de fracasso. 5- Ação Os eventos seguem cada um com seu significado para atingir o clímax. 6- Uso de recursos visuais A- Valor Lições visuais prendem a atenção do aluno. Esclarecem a mensagem. Fixam o ensino na memória, pois a criança lembra-se muito mais daquilo que vê. B- Espécies Flanelógrafo. Data show. Livros ilustrados. Fantoches. Transparências. Fita de vídeo Cenários teatrais Cartazes. Teatro de sombras, entre outros. 7- Princípios para o uso de visuais Ter o cuidado para que o método visual realmente ilumine as verdades da lição. Se não será melhor não usá-las. Procurar usar meios visuais simples, mas bem feitos. Escolha meio visual que sejam claros e fáceis de enxergar certificar-se de que todos estão vendo. O objetivo do visual não é divertir o aluno, mas auxiliá-lo. Variar sempre, usar o mesmo visual cansa. A o contar as histórias em cartazes, usá-las bem alto, não cubrir as figuras com os dedos. Não fazer gestos com as mãos segurando os cartazes, prestar atenção no momento certo para trocar as figuras, nunca deixar as figuras para trás ou na frente de você. 8- Conclusão É o fecho da história, e toda conclusão deve ser curta e satisfatória. E esta didática vai percorrer diversos campos para se compor, sendo elas filosóficas psicológicas ou biológicas para ter respostas no ensino aprendizagem, para isso Gil 2008 vai propor uma lista importante para o processo de ensino aprendizagem: Importância da relação docente e educando. Reconhecer procedimentos para lidar com alunos problemas Reconhecer o aluno pelo nome. Dar e receber Feedback Reconhecer diversidade Reconhecer as inteligências múltiplas Planejar o ensino a- Educacional b- Institucional c- Curricular d- Plano de ensino e- Planos de disciplina f- Identificação do plano g- Objetivos h- Conteúdo i- Ementa j- Bibliografia k- Recursos l- Avaliação m- Cronograma (GIL, 2008) A didática segundo Anastasiou 2004 não pode ser só prescrita técnica, mas deve ser instrumentalizada para quem se ensina (refletindo sempre que tipo de profissional (educando) desejo formar?). 9- Recursos metodológicos  Advém da necessidade de estar sempre melhorando os recursos durante a aula de forma que seja como uma constante reconstrução do que se espera desmistificar e investigar no processo de ensinagem por isto Gil 2008 Leite e Dias 2010 propõe em sua pesquisa algumas sugestões, tanto tecnológicas como tradicionais a que se fará uso, a exemplo que se segue: Aulas expositivas com flexibilidade, e versatilidade com boa entonação de voz, gestos, contato visual, promover discussão ensinando a pensar e fazer uso de uma boa organização de tópicos para exposição em aula e propor bons recursos visuais e promover a participação. Através da linguagem de hipertextos, gráficos, sons, imagens e animações, tornando a comunicação dinâmica. Vídeo conferencia E-mail Fórum Chat Web Wiki Conduzir seminários em equipe a fim de produzir, conhecimento, ideias. Painel integrado com participação em grupos. Métodos de caso onde dá o caso e busca pelas soluções. Dramatizações peças e elaborações de roteiros. Atividades fora e dentro de sala para integração do ensino. Trabalhos (leitura) (escritos) (laboratórios). Rádios, CDs, DVDs, fotografias. Cinema TV Exposição Power point Textos gráficos Quadro de giz branco ou tradicional Flip chartiz Retroprojetor Google apps são aplicativos usados a distancia para educação. Portais educativos, ou portal do conhecimento. Ambientes virtuais de aprendizagem Blackberry Moodle Estudo dirigido consiste em fazer o aluno estudar um tema a partir de um roteiro elaborado pelo docente. Jogos é um recurso importante que permite construir atitudes e valores, e reflexões. Dramatização é a representação espontânea ou planejada, ou se desempenhará papeis, e nestes sairá sentimentos, emoções da vida real. Trabalho em grupo é a possibilidade de troca de experiência entre um individuo e outro, a fim de expor suas idéias, e organizar o pensamento em grupo segundo Haidt 2006. Estudo de caso se faz na apresentação de um caso real, para que se ache uma solução, alternativas dentro da teoria e pratica aprendida. Estudo do meio se faz através de analises reais do meio natural, social onde possa este educando participar. Método de Projetos na grande maioria é proposto pelo educando ou às vezes o docente pode vir a sugerir um projeto a ser desenvolvido, e desta o docente será o orientador ao educando. Fotografias Álbum seriado Imanografo Cartazes Gravuras Espécimes Diagramas Exposição Mural didático Diapositivos Mapas gráficos e diagramas NFC – Japonês refere-se à carteira computador, onde nela esta contida toda a matéria a ser ministrada ao aluno pelo docente, não importando a idade. Pois o cartão magnético identificador, mostrará a atividade pertencente a cada grupo de estudo. Dinâmica consiste em técnicas que auxiliam na promoção, construção do conhecimento, em determinados períodos da exposição e construção da aula, segundo Antunes 1997. Avaliação do processo de desenvolvimento e reconstrução do ensino aprendizagem. (DIAS, LEITE, 2010). Segundo Hidt 2006 todo material que se possa selecionar para uso, deve cumprir as regras do processo de ensino aprendizagem de forma que se possa ser assimilado, conforme interesse necessidades, de forma dinâmica, de fácil manejo. O assunto abordado no recurso escolhido deve ser claro, objetivo, atraente, incentivando a participação e a reconstrução do educando em sala ou fora de sala.

Bibliografia
ANASTASIOU, Léa das Graças Camargos. Ensinar, Aprender e processos de ensinagem. Joinville, SC: Univille, 2004 ALENCAR, Marcelo. Leitura e assunto Novo todo dia. Nova Escola. São Paulo: Abril, nº175, p.54 a 57. Setembro. 2004 ABRAMOVICH, Fanny. Literatura infantil gostosuras e bobices. 5ºed. Scipione. 2003 BAMBERGER, Richard. Como incentivar o hábito de leituras. 7ºed. Ática. 2002. COELHO, Betty. Contar histórias uma arte sem idade. São Paulo: África. 1986. COELHO, Nelly Novaes. Teoria, análise, Didática. São Paulo: moderna, 2000. CULLINAN, Bernice E. Brincando de ler histórias. 1ºed. Tamisa. 2001 DEPARTAMENTO de Educação Cristã. Arte de Contar Histórias. Patrocínio: Ibel HAIDT, Regina Célia Cazaux. Curso de didática geral. São Paulo: Ática, 2006. INTERNET Explorer 5.5 em português está na internet. Literatura Infantil htm. São Paulo: 27 de agosto. 2004. INTERNET, Google. Imagem. MOREIRA, Eduardo. História sagrada ilustrada em versos, São Paulo: CEP, 1ºed. KLEIMAN, Ângela. Oficina de literatura, Teoria & Prática. 2ºed. São Paulo: Pontes SILVA, Teodoro Ezequiel. O ato de ler histórias. 1ºed. São Paulo: Cortez. 2002.
http://www.academicoo.com/texto-completo/o-futuro-do-professor-da-ebd
Angélica Moreira Panarelli


segunda-feira, 6 de março de 2017

50-DESPERTANDO O GIGANTE ADORMECIDO

Despertando o gigante adormecido


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A necessidade de se repensar a Escola Dominical é ponto pacífico entre os pastores, estudiosos da Educação Cristã, superintendentes, professores e demais envolvidos. Entretanto, é preciso esclarecer que o ato de repensar algo não significa, necessariamente, inová-lo ou mesmo reinventá-lo, antes, implica em reconsiderá-lo resgatando seu propósito original, ao mesmo tempo em que se busca uma forma de mantê-lo relevante para o momento histórico, a fim de superar a crise ou solução de continuidade sofrida pela instituição, empreendimento ou programa.
É calcado neste primeiro saber que nos propomos a falar da Escola Dominical, pois, a despeito de seus benefícios práticos? “instrução; evangelização; assimilação, cuidado, comunidade e unidade; vida e vitalidade espiritual; ação cristã e; preparação para liderança e ministério”[i] ? ela é o único programa de Educação Cristã que contempla a totalidade do propósito original de Deus para a Igreja, exposto na Grande Comissão (Mt 28.19,20). Rob Bukhart, doutor em Educação Cristã, afirma que as nossas Escolas Dominicais têm perdido a razão de ser por diversos motivos e entende que não é fácil organizá-las, não obstante, reconhece que:
Para cumprir com os propósitos de Deus no mundo, a igreja deve alcançar os perdidos e ajudar-lhes a converterem-se em dedicados discípulos.
A igreja deve ajudar aos crentes a crescerem até alcançarem a maturidade espiritual e dar expressão do seu amor a Deus tanto em adoração como em sua vida diária. Isso deve ajudar a forçar os laços de amor e lealdade dentro da igreja, e em amor e testemunho da verdade de Deus, tanto com palavras quanto com atos. O fracasso não é uma opção, mas muitos estão fracassando.
De todos os departamentos que a igreja tem à sua disposição, a ED tem o maior potencial para lograr estes fins. É o meio ideal. Já está disponível uma maior infra-estrutura sobressalente de currículo e preparação. É demonstrado que a igreja pode cumprir melhor com os propósitos de Deus com a ED do que sem ela.
Finalmente, a igreja necessita de uma ED com qualidade mais do que nunca. São muitas as congregações que divagam sem visão e estratégia. É uma fórmula para o desastre. Deus dará a visão e a ED oferece a estratégia.
É hora de despertar o gigante adormecido.[ii]
A Escola Dominical não é uma opção, mas, como afirmamos em nosso artigo Marketing na Escola Dominical, novo paradigma para a administração da Educação Cristã, “é a continuidade da Missão Educativa que Deus outorgou ao seu povo (Gn 18.18 e 19; Dt 4.1-9; 6.1-25; Mt 28.19 e 20; Ef 4.11-16 etc.), visando formá-lo e satisfazer a sua necessidade de conhecimento: ‘Quando teu filho te perguntar [...]’, disse o Senhor (Dt 6.20)”.[iii]
Quando falamos sobre repensar a Escola Dominical e seus métodos de crescimento, reconhecemos que existe uma necessidade de readequá-la ao paradigma educacional dos novos tempos a fim de cooptar novos alunos e (re)integrar os antigos. Pois, levando “em conta que a nossa tarefa educativa é gigantesca, pois devemos ensinar ‘todas as coisas’ que Jesus ensinou a ‘todas as nações’ (Mt 28.19,20), é imprescindível pensar em como realizarmos o nosso trabalho de maneira cristã em moldes contemporâneos”.[iv]
Para isso, não será necessário fazer “grandes mudanças” como pensam alguns, mas unicamente termos uma nova visão do que é Escola Dominical. Qual é essa “nova” visão?
A “nova” visão do que é ED, na verdade, é uma readequação ao que ela sempre foi, mas que, de um tempo para cá deixou de ser. [...] Nessa readequação, devemos saber que sem aluno não se tem ED. Por isso, entender a missão e a visão de Deus para a educação cristã é o ponto crucial para podermos estabelecer uma “política de qualidade” pela qual a equipe da ED deverá se pautar.
A célebre pergunta do marketing não é “O que queremos vender?”, mas “Quem é o nosso cliente?” É preciso saber quem são os nossos alunos potenciais, qual o seu perfil, e assim, sem modificarmos a Verdade, readequarmos nossos métodos de atração, conquista, atendimento e manutenção dos mesmos. É preciso, a exemplo de Jesus, oferecer respostas ao que as pessoas buscam (Jo 3.1-21; 4.1-30). É fato que elas poderão não gostar de todas as respostas, mas, a satisfação proporcionada nas ocasiões anteriores assegurará a freqüência e dirão, parafraseando Pedro: “Para onde iremos nós? Só a ED tem as Palavras de vida eterna” (Jo 6.68).
O que aquelas crianças e adolescentes precisavam para viver bem e se sentirem humanas e encontraram no trabalho de Robert Raikes há 225 anos, são as mesmas necessidades que motivam as pessoas pós-modernas a buscarem uma ED:
• Um propósito para o qual viver;
• Pessoas com quem viver;
• Princípios pelos quais viver;
• Força para seguir vivendo.
Uma ED que não oferece satisfação e repostas para essas quatro necessidades básicas não está à altura de representar o Reino de Deus como agência de educação cristã. Evidentemente que cada pessoa, de acordo com a faixa etária, maturação biológica e mental, e condição social, possui carências de diferentes matizes e formas de manifestar diante das quatro necessidades acima elencadas. Um exemplo típico do que está sendo colocado pode ser visto na diferença que existe entre lecionar para uma classe de adultos na faixa etária dos 25 aos 40 anos e lecionar para pessoas da Terceira Idade. Os anseios e motivos podem ser os quatro enunciados acima, no entanto, a forma pela qual irá se manifestar a necessidade bem como a sua satisfação serão diferentes. Os interesses de ambos os grupos são distintos.
A administração, ou a gestão dessa demanda é o que deverá orientar o trabalho da equipe da ED. A missão educativa da Igreja está determinada há dois mil anos. Devemos ensinar e educar. A pergunta inquietante é: Como atrair as pessoas pós-modernas para a ED, quando a mídia, o estresse e outras coisas oferecem a ‘tentação’ de prendê-las ao conforto do sofá aos domingos? A resposta é simples: Precisamos motivá-las. E isso representa um duplo desafio: criar ou identificar a necessidade e apresentar um elemento adequado para satisfazer essa carência.[v]
Aqui chegamos ao ponto crucial de nossa reflexão. A fim de alavancarmos a Escola Dominical, tomaremos como base o exemplo da reconstrução do templo e dos muros de Jerusalém, e percorreremos o caminho protagonizado por Esdras e Neemias ? exemplos de liderança comprometida ? e verificaremos Sete Passos imprescindíveis para reiniciar e implantar uma nova dinâmica no maior e mais popular programa de Educação Cristã da Igreja.
PASSO 1
Capacitar Docentes
Uma leitura desarticulada de textos como 1 Coríntios 12.28; Efésios 4.11; 1 João 2.20,27 etc. comumente nos fazem acreditar que aqueles que possuem o dom de ensinar ou o ministério de ensino ? os mestres ou doutores ? prescindem de alguma formação ou preparação técnica e/ou acadêmica, podendo apoiar-se no Espírito Santo e confiar unicamente na capacitação divina. Pois, afinal, “a letra mata” (2Co 3.6). Evidentemente que esta é uma visão equivocada de passagens bíblicas que são lidas e interpretadas isoladamente sem levar em consideração o contexto ou analogia geral da Bíblia Sagrada sobre determinado assunto.
Um simples exemplo, como o texto de Romanos 12.7b, que diz: “se é ensinar, haja dedicação ao ensino”, mostra a impossibilidade em harmonizar esse pensamento com o ensino bíblico sobre o tema. Outra versão substitui a palavra “dedicação” por “esmero”. O que é esmero? Segundo o Dicionário Aurélio Eletrônico, esmero é “Cuidado excepcional em qualquer serviço ou atividade”.

Outro exemplo, que, independentemente do ministério de ensino, é princípio geral para a atual eclesiástica, é o texto de 2 Timóteo 2.15: “Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade”. Segundo Deborah Menken Gill, comentarista das epístolas pastorais do colossal Comentário Bíblico Pentecostal (CPAD), esse texto de segunda Timóteo 2. 15, assim como aparece na versão Almeida Revista e Corrigida (ARC) ou como apresenta-se na
tradução da KJV [King James Version], “que compartilha corretamente” ? “a palavra da verdade” ? são expressões que ocorrem somente no Novo Testamento. Este verbo significa literalmente “ser objetivo, compartilhar a palavra da verdade diretamente, sem distrações” (Zerwizk e Grosvenor, 1979, p.641). Tem múltiplas analogias: “um arado preparando um sulco em linha reta” (Crisóstomo), “uma máquina abrindo uma estrada em linha reta”, “um sacerdote preparando corretamente um sacrifício”, e “um pedreiro medindo e cortando uma pedra para ajustá-la em seu devido lugar” (uma definição baseada em Pv 3.6; 11.5). A palavra era frequentemente usada nas liturgias para descrever os deveres do bispo e para denotar a ortodoxia (“que é o ensino direto ou correto”) (Lock, 1973, 98-99; Rienecker, 1980, 642).[i][i]
A respeito de ambos os textos paulinos (Rm 12.7b; 2Tm 2.15), também comenta Hurst, em sua obra E Ele concedeu uns para mestres (Vida):
Paulo ao escrever aos Romanos, parece estar exortando cada um dos seus leitores a concentrar seus esforços na procura da perfeição no dom que recebeu individualmente, para o bem do “corpo” como um todo (Romanos 12.6-8). Inclui nisto o mestre, e insiste em que o mestre desenvolva o seu ministério de ensino. Escrevendo a Timóteo, Paulo o admoesta a “procurar apresentar-se aprovado”, a ser “obreiro que não tem de que se envergonhar”, e que “maneja bem a Palavra da Verdade” (II Timóteo 2.15). Paulo apela à diligência no estudo, e apela a Timóteo no sentido de ele pensar na aprovação de Deus, e na possibilidade de passar vergonha se não se dedicar à tarefa de todo o seu coração, bem como da necessidade de exatidão, sem erros, na exposição da Palavra. Tal lembrança, e tal apelo, deve se repetir no caso de todo professor cristão. A tarefa exige da parte do mestre o melhor que ele possa vir a ser![ii][ii] 
Concordamos com Roy B. Zuck que, ao dissertar sobre O Papel do Espírito Santo no Ensino Cristão na excelente obra Manual de Ensino para o Educador Cristão (CPAD), afirma o seguinte:
[Alguns] pedagogos realçam a obra do Espírito Santo em favor da negligência de professores humanos. Eles sugerem que a educação é inimiga da espiritualidade; a educação é obra da carne e entra em conflito e opõe-se à obra do Espírito. Este ponto deixa passar o fato de que nos primórdios do Cristianismo Deus usava professores humanos (Mt 28.19; At 5.42; 15.35; 18.11,25; 28.31; 2Tm 2.2), e o Senhor concedeu o dom de ensinar paras alguns crentes (Rm 12.6,7; 1Co 12.28; Ef 4.11). Professores humanos, como instrumentos do Espírito Santo, podem estimular e desafiar os alunos, guiando-os em uma adequada compreensão e aplicação da Palavra de Deus.
Ressaltar o papel do Espírito Santo no processo pedagógico não sugere que os professores não precisem estudar e preparar-se. Longe disso! “Só o professor que está bem preparado pode cumprir a tarefa com mais eficiência, enquanto que, ao mesmo tempo, confia no Espírito Santo para agir por meio dele e de seus alunos”.[iii][iii] Visto que ensinar na Igreja é um processo divino-humano, um ministério que conjuntamente envolve o Espírito Santo e os professores, o preparo torna o professor um instrumento melhor, uma ferramenta mais afiada nas mãos de Deus. Depender do Espírito Santo no ensino que o crente transmite não significa estar despreparado e “deixar que o Espírito Santo fale por mim”, como se a preparação competisse com a espiritualidade. Justamente o oposto é verdade. O despreparo não é sinal de ser “mais espiritual”. Às vezes, porém, o Espírito Santo pareceu usar esforços pedagógicos parcamente preparados e manifestamente realizou muito. Como explicar este fato? Porquanto seja verdade que o Espírito Santo anule e realmente reduza a nada o serviço malfeito de um professor, a falta de preparação não é encorajada em nenhuma parte da Bíblia.
As palavras de Paulo em 1 Coríntios 3.6: “Eu plantei, Apolo regou; mas Deus deu o crescimento”, deixam claro que o esforço humano é acompanhado, não substituído, pela obra divina do próprio Deus. Em vez de ser desculpa para a preguiça ou ignorância, o papel do Espírito no processo educacional proporciona um desafio para a excelência.[iv][iv]
No Mensageiro da Paz, edição de março deste ano, nosso maior expoente da Escola Dominical nas Assembléias de Deus, pastor Antonio Gilberto, falando sobre esse assunto, afirmou que é “fundamental a dependência do Espírito Santo”, e acrescentou que o “ensinador eficiente não é simplesmente aquele que sabe lançar mão de fontes de consulta”, mas que este “deve depender do Espírito Santo para o guiar na escolha, iluminar sua mente e também conduzir o trabalho”.[v][v] Alguém pode então pensar que tudo o que foi dito até aqui não tem importância. Espere! Quando perguntaram ao pastor Antonio Gilberto “o que é mais importante para o ministério de ensino”, sua resposta foi enfática: “O mais importante é a pessoa dedicar-se mais, ou seja, não julgar que aquilo que já sabe é tudo que existe. Ao contrário, o universo de Deus nessa parte é infinito, de modo que quem ensina precisa estar aberto para aprender mais”.[vi][vi]
Insistimos neste ponto sobre capacitação docente, por saber que “o principal responsável pelo atendimento de necessidades discentes é o professor da ED, pois as aulas podem ser elementos satisfatórios na busca de respostas espirituais”.[vii][vii] E, como dissemos em nosso mais recente artigo ? Educar adolescentes cristãos na pós-modernidade: desafio e necessidade ? publicado na Revista Ensinador Cristão (CPAD), “ser atualmente um educador cristão é algo que demanda muito mais que conhecimento e boa didática, é uma posição que reclama equilíbrio emocional e um bom relacionamento intra e interpessoal. Isso exige docentes que sejam éticos, instigadores, criativos, dedicados e profundamente interessados com as demandas educacionais do Reino”.[viii][viii]
Nada menos que isso é suficiente para este tempo, pois é preciso que os educadores sejam como o sacerdote Esdras, do qual a Bíblia afirma que “era escriba hábil na Lei de Moisés, dada pelo SENHOR, Deus de Israel” (Ed 7.6b). Bem, podemos até pensar que não temos nenhuma novidade na informação de que Esdras “era escriba hábil na Lei de Moisés”, pois, sabemos que o “cargo de escriba, de acordo com o que se lê no Antigo e no Novo Testamento, era ocupado somente por homens hábeis e capazes, competentes e instruídos, homens que soubessem descrever todos os acontecimentos históricos de sua época”.[ix][ix] Portanto, a “habilidade” de Esdras tinha uma origem: sua dedicação.
Mas, o que levou Esdras a fazer a diferença? Ele não se limitou a ser apenas mais um sacerdote nem mais um escriba, pois já havia muitos em Israel. O que o destaca dos demais está registrado em três momentos do mesmo capítulo 7: a “mão do Senhor estava sobre ele” (vv. 6,9,28). Por ter um compromisso sério com Deus e com a Palavra, Esdras percebeu que se quisesse fazer alguma coisa para mudar a situação e buscar uma renovação espiritual, não poderia limitar-se a fazer apenas o que era sua obrigação.
Qual era a função de um escriba? Responde-nos com propriedade John D. Davis em seu clássico Dicionário da Bíblia (Juerp):
1. Notário público, Ez 9.2, empregado como amanuense para escrever o que lhe ditavam, Jr 36.4, 18, 32, e lavrar documentos públicos, 32.12.
2. Secretário do governo para correspondência oficial e registro dos dinheiros públicos, 2 Rs 12.10; Ed 4.8. Os levitas serviam de escribas para tomar conta dos negócios com a reparação do templo, 2 Cr 34.13.
3. Homem encarregado de fazer cópias do livro da lei e de outras partes das Escrituras, Jr 8.8. O mais notável dos escribas foi o sacerdote Esdras, doutor muito hábil na lei de Moisés e que tinha preparado o seu coração para buscar a lei do Senhor e para cumprir e ensinar em Israel os seus preceitos e as suas ordenanças, Ed 7.6, 10. Neste respeito é ele o protótipo dos escribas dos últimos tempos, e que era ao mesmo tempo intérprete oficial da lei. Em o Novo Testamento tem ele o nome de grammateis, ou mais exatamente, nomikoi, doutores da lei, e nomodidaskaloi, que ensinam leis. Empregam-se: (a) No estudo e interpretação da lei, tanto civil como religiosa, e nos pormenores de sua aplicação na vida prática. As decisões dos grandes escribas constituíam a lei oral, ou tradição. (b) Dedicavam-se ao estudo das Escrituras em geral, sobre assuntos históricos e doutrinais. (c) Ocupavam as cadeiras de ensino que ministravam a um grupo de discípulos [...]. A profissão de escriba recebeu grande impulso, depois que os judeus voltaram do cativeiro, quando havia cessado a profecia, restando apenas o estudo das Escrituras para servir de alicerce à vida nacional.[x][x]
O diferencial é exatamente o fato de que “Esdras tinha decidido dedicar-se e estudar a Lei do SENHOR, e a praticá-la, e a ensinar os seus decretos e mandamentos aos israelitas” (Ed 7.10 – Nova Versão Internacional). A esse respeito nos fala o saudoso “apóstolo da imprensa evangélica pentecostal no Brasil”, Emílio Conde, em seu Tesouro de Conhecimentos Bíblicos (CPAD):
Desde a Babilônia, os judeus se apegaram à religião para defender sua integridade nacional. Quando retornaram, o ressurgimento religioso baseou-se na Lei, a cujo estudo se dedicaram de todo o coração. Esdras foi o iniciador do movimento, porque instituiu a leitura da Torá (“Tõrãh”) aos sábados, nas festas e em todas as ocasiões públicas. A leitura era uma exposição e uma interpretação da Lei.
Foram os escribas que, sem dúvida, fixaram o cânon do Antigo Testamento hebraico, tanto que nos séculos seguintes foram denominados de homens de Grande Assembléia. Seu trabalho principal era o de mestre e comentarista da Torá e dos demais escritos bíblicos do cânon hebraico. Assim, surgiu o “Halãkãh”, a tradição oral e o “Aggãdãh”, fruto de exegese edificante das Escrituras. Dos dois, surgiu o Talmude.
O método que os escribas usavam para a interpretação das Escrituras era analítico, levando em conta que cada palavra ou frase da “Tõrãh” tinha um significado especial. Assim, davam uma interpretação plena e pormenorizada. Os escribas incutiram a idéia de que as formas práticas de solução estavam implícitas no Pentateuco. Essas atividades interpretativas abriram o caminho para novos estudos e maior desejo de conhecer a Lei.
Depois de Esdras, o escriba foi classificado como tal e era versado na Torá, chamado também de doutor da lei, mestre, ou rabino (Mt 22.35; Lc 5.17). Desde que em Israel cessaram os profetas, os sábios se ocuparam profissionalmente da interpretação das Sagradas Escrituras; assim foi formado um grupo de doutores da lei, os escribas, que logo chegaram à categoria de condutores do povo.[xi][xi]
A partir deste propósito, Esdras deixa de ser apenas um copista estatal e passa a ser então “o escriba das palavras, dos mandamentos do SENHOR e dos seus estatutos sobre Israel” (Ed 7.11), ou seja, há uma mudança de paradigma aqui que afetou não somente o próprio Esdras, mas toda a classe de escribas (contemporânea e posterior), conforme comentários supracitados, pois, eles passaram a ser professores do povo. O fato de o Senhor Jesus se referir aos escribas de forma negativa (Mt 23.1-39; Lc 11.37-53) é claramente explicável, visto que nesse tempo eles já pertenciam à seita dos fariseus, que “complementavam” a Lei com suas tradições, tornando-a obscura e sem efeito. Assim, a “função de escriba era nobre e digna, porém os que a exerciam falharam em observá-la”.[xii][xii]
O professor de Escola Dominical não deve se menosprezar diante dos professores da escola laica ou mesmo por causa de outras funções e departamentos da igreja, mas ver-se como o professor das coisas de Deus. Um dos maiores erros cometidos ? inclusive repetidos durante muitos anos ? por quem liderava a Escola Dominical era escolher pessoas despreparadas para o corpo docente. Agora, percebe-se uma busca desenfreada pela qualidade do ensino, pois essa é a única esperança da igreja para combater as heresias e os modismos da pós-modernidade.
Fontes:
[i] BUKHART, Rob. Artigo: O Gigante Adormecido. Revista Obreiro. Ano 25; nº21. Rio de Janeiro: CPAD, jan/fev/mar de 2003, pp.23,24.
[ii] Ibid, p.26.
[iii] CARVALHO, César Moisés. Artigo: Marketing na Escola Dominical. Novo Paradigma para administração da Educação Cristã. Revista Ensinador Cristão. Ano 7; nº25. Rio de Janeiro: CPAD, jan/fev/mar de 2006, p.8.
[iv] Ibid, p.7.
[v] Ibid, p.8.[i][i] ARRINGTON, F. L. & STRONTAD, R. (Edits). 
Comentário Bíblico Pentecostal: Novo Testamento. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2003, p.1494.
[ii][ii] HURST, D. V. E Ele concedeu uns para mestres.
1. ed. Miami: Editora Vida, 1979, pp.48,49.
[iii][iii] Roy B. Zuck, The Holy Spirit in Your Teaching, edição revista.
Wheaton, Illinóis: Victor Books, 1984, p.75. (Nota do autor).
[iv][iv] ZUCK, Roy B. O Papel do Espírito Santo no Ensino Cristão in GANGEL, Kenneth O. & HENDRICKS, Howard G. Manual de Ensino para o Educador Cristão. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1999, p.95.
[v][v] GILBERTO, Antonio. Cinco décadas dedicadas ao ensino. Mensageiro da Paz, ano 77, edição 1.462, março de 2007, p.13.
[vi][vi] Ibidem.
[vii][vii] CARVALHO, César Moisés. Artigo: Marketing na Escola Dominical. Novo Paradigma para administração da Educação Cristã. Revista Ensinador Cristão. Ano 7; nº25. Rio de Janeiro: CPAD, jan/fev/mar de 2006, p.9.
[viii][viii] _______________________. Artigo. Educar adolescentes cristãos na pós-modernidade: desafio e necessidade. Revista Ensinador Cristão. Ano 8; nº30. Rio de Janeiro: CPAD, abril/mai/junho de 2007, p.9.
[ix][ix] CONDE, Emílio. Tesouro de Conhecimentos Bíblicos. 2. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1990, p.241.
[x][x] DAVIS, John D. Dicionário da Bíblia. 16.ed. Rio de Janeiro: Juerp, 1990, p.192.
[xi][xi] Ibidem, pp.242-43.


http://licoesbiblicas.com.br/index.php/k2/item/45-repensando-a-escola-biblica-dominical-e-seus-metodos-de-crescimento-1

49-ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL: UM DESAFIO NO SÉCULO XXI



ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL: UM DESAFIO NO SÉCULO XXI

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Escola Dominical é a escola do ensino biblico da igreja, que evangeliza enquanto ensina. A Escola Dominical tem objetivos definidos para atingir. Não se trata apenas de um reunião domingueira, ou um culto mas:

Ganhar almas, fazer com que os alunos aceitem a Jesus como seu único e suficiente salvador e também como Senhor e Mestre;


desenvolver a espiritualidade e o caráter cristão de quem assiste;


o ensino da palavra de Deus é uma obra espiritual;


dotar obreiros treinados e cheios do Espírito Santo;


embasar os novos convertidos na Palavra de Deus;


fazer dos alunos verdadeiros cristãos;


desenvolver diversos valores cristãos, tais como:


cada aluno um crente salvo;


cada salvo bem treinado;


cada aluno treinado, um obreiro ativo, diligente, dinâmico.


Tríplice objetivo - em síntese, podemos definir: aceitar a Jesus; crescer em Jesus; servir a Jesus. Este alvo pode ser atingido, porém requer obreiros cheios do Espírito Santo, treinados para o desempenho de tão elevado ministério.


Fonte: http://ebddenisguedes.blogspot.com.br/

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

48-A Escola Dominical e Seus Objetivos










      Ele foi muito claro naquilo que a Igreja deve fazer:
“Fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos”.
Mateus 28,19-20.
A escola bíblica dominical faz parte do papel da igreja, pois Deus usa essa ferramenta para o crescimento qualitativo do Reino de Deus, ou seja, preparar crentes maduros capazes de produzir frutos.
A Escola Bíblica leva seus alunos ao ensino da Palavra de maneira eficiente, a fim de conduzi-los ao conhecimento da verdade e a experiências reais com Deus.
É a mais popular das escolas, uma educação de aplicação transformadora, viva, não apenas teórica. Pois está carregada de realidade e senso prático.
Podemos dizer assim que a EBD é um processo de vida, que visa levar os alunos a uma mudança de comportamento para uma vida de temor, santidade e serviço cristão.
1. Por causa da enorme e crescente necessidade de genuíno e sadio alimento espiritual que só pode ser obtido pelo estudo claro, metódico, continuado e progressivo da Palavra de Deus; 

2. Porque a EBD é a própria igreja crescendo e desenvolvendo-se através do estudo da Palavra de Deus; 

3. Porque os objetivos da EBD são os mesmo objetivos da Igreja e, se eles forem alcançados na vida dos alunos, tudo se transformará na vida da igreja local;

4. Porque é na EBD que homens, mulheres, jovens, adolescentes e crianças adquirem uma fé mais robusta e madura, e, assim, estarão prontos e mais aptos a desempenharem suas atividades na obra de Deus; 

5. Porque a EBD desenvolve a espiritualidade e o caráter dos crentes; 

6. Porque a EBD é um dos meios de evangelização que a igreja possui, ou seja, pode-se evangelizar na Escola e através dela. Além disso, é onde o crente aprende a amar e cooperar com a obra missionária; 

7. Porque a EBD é o lugar para a descoberta, motivação e treinamento de novos talentos; 

8. Porque a EBD reúne a família: pais e filhos fortalecem o relacionamento, as crianças crescem na disciplina do Senhor e os casais aperfeiçoam a vida conjugal; 

9. Porque a EBD é uma fonte de avivamento espiritual para a igreja, pois, onde a Palavra de Deus é ensinada e praticada, o avivamento acontece.

A Escola Dominical é um agente transformador da sociedade, muitas vidas podem ser modificadas através dos ensinos dominicais. Por isso compareça, traga sua família, convide pessoas não crentes para participar das aulas, você como igreja estará praticando o texto de Mateus citado acima.
Temos várias salas de aula para atender todos os públicos da igreja.
Sala para crianças, adolescentes, jovens, adultos e casais. Informe-se.
Estamos esperando por você e sua família !!!!.
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Os Objetivos da Escola Dominical – Manual da EB
1.    Ganhar almas para Jesus 140
2.    Desenvolver a espiritualidade e o caráter cristão dos alunos 140
·         Treinar o cristão para o serviço do Mestre 142
A Escola Dominical é a escola de ensino bíblico da Igreja, que evangeliza enquanto ensina a Palavra de Deus. Ela con­juga os dois lados da comissão de Jesus à Igreja.
A Escola Dominical tem objetivos definidos para atingir. Não se trata apenas de uma reunião domingueira comum, ou um culto a mais. Esses objetivos são três, a saber:
1.    Ganhar almas para Jesus
A Escola Dominical, como iremos mostrar depois, pode tornar-sé num dos mais eficientes meios de evangelização.
3.    O primeiro grande dever do professor da Escola Domini­cal é agir e orar diante de Deus no sentido de que todos seus alunos aceitem Jesus como Salvador e o sigam como seu Senhor e Mestre. Há professores que ensinam a verdade bíblica durante anos sem nunca verem um aluno convertido, talvez porque nun­ca os levaram a aceitar a Cristo na própria sala de aula. O meio certo de levar almas a Cristo é usar a Palavra e confiar na opera­ção do Espírito Santo (Jo 3.5; 16.8; 1 Pe 1.23). O professor não pode salvar seus alunos, mas pode levá-los a Cristo o Salvador, como fez André (Jo 1.42). A Bíblia não diz: “Ensina a criança no caminho em que ela vai andar, ou quer andar”, mas: “no cami­nho em que ela deve andar” (Pv 22.6 – ARA).
O Salmo 51.13 mostra que o ensino da Palavra conduz à conversão dos pecadores.
‘ B. Aplicação. Temos lido de Escolas Dominicais, cujo rela­tório nacional registra dezenas de milhares de conversões em um ano, evangelizando enquanto ensina nas classes, bem como noutras atividades programadas pela Escola.
1.    Desenvolver a espiritualidade e o caráter cristão dos alunos
2.    O ensino da Palavra é uma obra espiritual. Significa a cultura da alma. Ganhar o aluno para Cristo é apenas o início da obra; é mister cuidar em seguida da formação dos hábitos cristãos, os quais resultarão num caráter ideal modelado pela Palavra de Deus. São os hábitos que formam o caráter e este influi no destino da pessoa. Afirma a psicologia: o pensamento conduz ao ato, o ato conduz ao hábito, o hábito conduz ao cará­ter, o caráter conduz ao destino da pessoa. Isso humanamente falando.
3.    Em toda parte vê-se um crescente interesse no campo da instrução secular, notadamente no que tange à infância. Com o devido respeito à essa instrução que temos por indispensá­vel para o progresso e sobrevivência de um povo, queremos afirmar que a escola provê apenas instrução, mas não provê educação. Esta tem que vir do lar e da Igreja, se esta for bíbli­ca fundamental. Deixe a criança sem instrução e veja o resul­tado! O mesmo acontece espiritualmente ao novo convertido, seja criança, jovem, adulto ou idoso.
4.    Uma Escola Dominical dotada de obreiros treinados e cheios do Espírito Santo pode contribuir eficazmente para a implantação da santíssima fé cristã entre os homens. Não podemos esperar isso da escola pública. E a Igreja Evangélica que tem de cuidar disso por meio de sua agência de ensino que é a Escola Dominical.
5.    O futuro do novo convertido (infante ou adulto) depen­de do que lhe for ensinado agora. Nesse sentido, o alvo do professor deve ser o de ajudar cada aluno convertido a viver uma vida verdadeiramente cristã, em inteira consagração a Deus, e cheio do Espírito Santo.
6.    Um dos intuitos, pois, da Escola Dominical, éode fazer de seus alunos, homens e mulheres, verdadeiros cristãos, cujas vidas se assemelhem em palavras e obras ao ideal apre­sentado em Jesus Cristo, conforme lemos em Colossenses 1.28; Ef 4.13. Vê-se, portanto, que a tarefa do professor da Escola Dominical é da máxima importância e do maior alcan­ce, precisando não somente de conhecimentos da matéria (a Bíblia), e da arte de ensinar (Pedagogia) mas também de influenciar e orientar o pensamento do aluno, resultando em contínua moldagem do caráter cristão ideal, no sentido moral e espiritual.
·         Treinar o cristão para o serviço do Mestre
1.    Ao prover treinamento espiritual, a Escola Dominical apresenta ao aluno oportunidades ilimitadas de servir ao divino Mestre. Inúmeros obreiros das nossas igrejas saíram da Escola Dominical. Talvez o leitor seja um deles. Grandes frutos tem produzido a Escola Dominical. O famoso e sempre lembrado evangelista D.L. Moody foi um deles. Esse serviço tanto pode ser na igreja local, como em qualquer parte do país, ou do mundo, aonde o Senhor enviar os seus servos.
2.    O privilégio de contribuir para a causa de Cristo e o dever de empreender alguma espécie de atividade cristã, são coisas que devem ser trazidas à consciência dos alunos da es­cola, com oração.
3.    O lema da Escola Dominical completa deve ser:
·         Cada aluno um crente salvo
·         Cada salvo, bem treinado
·         Cada aluno treinado, um obreiro ativo, diligente, dinâmico.
Assim, o tríplice objetivo pode ser resumido em três frases: aceitar a Jesus; crescer em Jesus; servir a Jesus.
4.    O tríplice alvo da Escola Dominical que acabamos de expor, pode ser plenamente atingido, pois trata-se do traba­lho do Senhor Jesus. O que se requer é obreiros cheios do Espírito Santo e de fé na Palavra de Deus, e treinados para o desempenho de tão elevado ministério. O mandamento divino é que falemos a Palavra (2 Tm 4.2). Sabemos que ela é podero­sa tanto para operar na esfera da mente, como no coração das criancinhas, adultos e encanecidos.
5.    O alvo da Escola Dominical é nobre e elevado em todos os pontos de vista. Ela, na Igreja, cuida das vidas em forma­ção, seja no sentido social ou espiritual. Coopera eficazmente com o lar na formação moral de crianças e adolescentes, instilando neles os hábitos, ideiais e princípios cristãos se­gundo as Santas Escrituras. Nela, também os adultos vão encontrar horas de prazer no estudo bíblico. Mas para que a
Escola Dominical alcance seu objetivo, ela precisa empregar meios e métodos eficazes, sem jamais afastar-se duma esfera genuinamente espiritual.
4.    As Assembléias de Deus no Brasil, sendo, como é sabi­do, o maior movimento pentecostal em todo o mundo, não tem explorado todo o terreno ou potencial da Escola Domini­cal, nem lançado mão de todos os seus recursos. O descuido nessa parte reflete diretamente nas crianças de hoje e nos jovens de amanhã. A orientação e formação de professores, especialmente no setor infantil é uma premente necessida­de. No descuido quanto ao ensino bíblico, os mais prejudica­dos são as crianças. Conforme 2 Reis 4.38-41, podemos pagar muito caro por uma só ignorância espiritual, se assim aplicarmos aquele incidente. Nossas crianças levam em mé­dia 700 horas anuais na escola de instrução secular, prepa­rando-se para uma vida terrena tão curta. Não podem elas passar pelo menos 52 horas na Escola Dominical, preparan­do-se para a outra vida, que é eterna? Um aluno que sempre freqüentou a Escola Dominical, aos 18 anos terá tido umas 936 horas/aula. No mesmo período, numa escola secular, ele terá cerca de 8.000 horas/aula.
5.    Fiquemos certos que o Diabo não dorme quando os tra­balhadores cruzam os braços (Mt 13.25). Uma sua atividade predileta é a de roubar a Palavra de Deus. E isto ele faz de muitas maneiras, até nos púlpitos onde muitas vezes o tempo que seria da Palavra de Deus é desperdiçado com coisas vãs, sem qualquer edificação (Lc 8.12). De nossas observações através do vasto Brasil, verificamos que inúmeras escolas são dirigidas sem muita ou nenhuma preocupação de alvo defini­do, como acabamos de esboçar.
6.    Está sua Escola Dominical atingindo em cheio o alvo que lhe está proposto? Se não, ore, aja, coopere! Faça alguma coisa agora neste sentido!
É tempo de explorarmos o ilimitado potencial latente no vasto campo da Escola Dominical entre nós!
1.    O tríplice alvo da Escola Dominical pode ser plenamen­te atingido, pois a obra pertence a Deus, pela qual Ele vela com insondável amor. O que se requer é obreiros cheios do Espírito Santo e de fé na Palavra de Deus, e treinados para o desempenho de tão elevado mister, como já dissemos.
2.    Pelo testemunho da História, por seus objetivos e pelos frutos alcançados, a Escola Dominical é a melhor escola do mundo. Eis o porque dessa primazia:
·         Seu livro-texto é o melhor do mundo: a Palavra de Deus, o mapa que nos guia ao céu.
·         Seu supremo dirigente é o Deus vivo, Todo-Poderoso e amoroso, que criou os mundos.
·         Seu alcance é o mais vasto do mundo: vai do bebê ao ancião mais idoso.
·         Seus alunos são o melhor povo do mundo: os que co­nhecem e amam a Deus e sua Palavra.
·         Seus resultados são os melhores do mundo, porque são infalíveis, materiais, espirituais e eternos.
Questionário
1.    Cite o tríplice alvo da Escola Dominical.
2.    Cite o meio certo de levar almas a Cristo.
3.    De que depende o desenvolvimento da espiritualidade e do caráter cristão do novo convertido?
4.    Em que resulta a correta formação de hábitos cristãos na criança?
5.    Cite o lema de uma Escola Dominical completa ou padrão.
6.    Cite a colaboração da Escola Dominical para com o lar.
7.    Por que o tríplice alvo da Escola Dominical pode ser ple­namente atingido?
8.    Qual o presente relacionamento do leitor com a Escola Dominical?
9.    Que está você fazendo para a promoção da Escola Domi­nical?
10.   Você, pessoalmente ou através de seus filhos, tem sido beneficiado pela Escola Dominical? Se afirmativo, des­creva os fatos.
11.   Por que a Escola Dominical é a melhor escola do mundo?
Fonte:
Comunidade Rocha Viva
Ministério Educação Cristã
Revista Ensinador Cristão, CPAD
http://www.comunidaderochaviva.com.br/portal/artigos-e-estudos-ebd/119-a-escola-dominical-e-seus-objetivos.html
http://nascidodenovo.org/v4/estudos-biblicos/os-objetivos-da-escola-dominical-manual-da-eb/