EBD

HINOS 02

NOVO SOM-CONSOLO E HINOS

Novo Som e Hinos da Harpa

MUSICAS EVANGELICAS ANTIGAS

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

48-A Escola Dominical e Seus Objetivos










      Ele foi muito claro naquilo que a Igreja deve fazer:
“Fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos”.
Mateus 28,19-20.
A escola bíblica dominical faz parte do papel da igreja, pois Deus usa essa ferramenta para o crescimento qualitativo do Reino de Deus, ou seja, preparar crentes maduros capazes de produzir frutos.
A Escola Bíblica leva seus alunos ao ensino da Palavra de maneira eficiente, a fim de conduzi-los ao conhecimento da verdade e a experiências reais com Deus.
É a mais popular das escolas, uma educação de aplicação transformadora, viva, não apenas teórica. Pois está carregada de realidade e senso prático.
Podemos dizer assim que a EBD é um processo de vida, que visa levar os alunos a uma mudança de comportamento para uma vida de temor, santidade e serviço cristão.
1. Por causa da enorme e crescente necessidade de genuíno e sadio alimento espiritual que só pode ser obtido pelo estudo claro, metódico, continuado e progressivo da Palavra de Deus; 

2. Porque a EBD é a própria igreja crescendo e desenvolvendo-se através do estudo da Palavra de Deus; 

3. Porque os objetivos da EBD são os mesmo objetivos da Igreja e, se eles forem alcançados na vida dos alunos, tudo se transformará na vida da igreja local;

4. Porque é na EBD que homens, mulheres, jovens, adolescentes e crianças adquirem uma fé mais robusta e madura, e, assim, estarão prontos e mais aptos a desempenharem suas atividades na obra de Deus; 

5. Porque a EBD desenvolve a espiritualidade e o caráter dos crentes; 

6. Porque a EBD é um dos meios de evangelização que a igreja possui, ou seja, pode-se evangelizar na Escola e através dela. Além disso, é onde o crente aprende a amar e cooperar com a obra missionária; 

7. Porque a EBD é o lugar para a descoberta, motivação e treinamento de novos talentos; 

8. Porque a EBD reúne a família: pais e filhos fortalecem o relacionamento, as crianças crescem na disciplina do Senhor e os casais aperfeiçoam a vida conjugal; 

9. Porque a EBD é uma fonte de avivamento espiritual para a igreja, pois, onde a Palavra de Deus é ensinada e praticada, o avivamento acontece.

A Escola Dominical é um agente transformador da sociedade, muitas vidas podem ser modificadas através dos ensinos dominicais. Por isso compareça, traga sua família, convide pessoas não crentes para participar das aulas, você como igreja estará praticando o texto de Mateus citado acima.
Temos várias salas de aula para atender todos os públicos da igreja.
Sala para crianças, adolescentes, jovens, adultos e casais. Informe-se.
Estamos esperando por você e sua família !!!!.
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Os Objetivos da Escola Dominical – Manual da EB
1.    Ganhar almas para Jesus 140
2.    Desenvolver a espiritualidade e o caráter cristão dos alunos 140
·         Treinar o cristão para o serviço do Mestre 142
A Escola Dominical é a escola de ensino bíblico da Igreja, que evangeliza enquanto ensina a Palavra de Deus. Ela con­juga os dois lados da comissão de Jesus à Igreja.
A Escola Dominical tem objetivos definidos para atingir. Não se trata apenas de uma reunião domingueira comum, ou um culto a mais. Esses objetivos são três, a saber:
1.    Ganhar almas para Jesus
A Escola Dominical, como iremos mostrar depois, pode tornar-sé num dos mais eficientes meios de evangelização.
3.    O primeiro grande dever do professor da Escola Domini­cal é agir e orar diante de Deus no sentido de que todos seus alunos aceitem Jesus como Salvador e o sigam como seu Senhor e Mestre. Há professores que ensinam a verdade bíblica durante anos sem nunca verem um aluno convertido, talvez porque nun­ca os levaram a aceitar a Cristo na própria sala de aula. O meio certo de levar almas a Cristo é usar a Palavra e confiar na opera­ção do Espírito Santo (Jo 3.5; 16.8; 1 Pe 1.23). O professor não pode salvar seus alunos, mas pode levá-los a Cristo o Salvador, como fez André (Jo 1.42). A Bíblia não diz: “Ensina a criança no caminho em que ela vai andar, ou quer andar”, mas: “no cami­nho em que ela deve andar” (Pv 22.6 – ARA).
O Salmo 51.13 mostra que o ensino da Palavra conduz à conversão dos pecadores.
‘ B. Aplicação. Temos lido de Escolas Dominicais, cujo rela­tório nacional registra dezenas de milhares de conversões em um ano, evangelizando enquanto ensina nas classes, bem como noutras atividades programadas pela Escola.
1.    Desenvolver a espiritualidade e o caráter cristão dos alunos
2.    O ensino da Palavra é uma obra espiritual. Significa a cultura da alma. Ganhar o aluno para Cristo é apenas o início da obra; é mister cuidar em seguida da formação dos hábitos cristãos, os quais resultarão num caráter ideal modelado pela Palavra de Deus. São os hábitos que formam o caráter e este influi no destino da pessoa. Afirma a psicologia: o pensamento conduz ao ato, o ato conduz ao hábito, o hábito conduz ao cará­ter, o caráter conduz ao destino da pessoa. Isso humanamente falando.
3.    Em toda parte vê-se um crescente interesse no campo da instrução secular, notadamente no que tange à infância. Com o devido respeito à essa instrução que temos por indispensá­vel para o progresso e sobrevivência de um povo, queremos afirmar que a escola provê apenas instrução, mas não provê educação. Esta tem que vir do lar e da Igreja, se esta for bíbli­ca fundamental. Deixe a criança sem instrução e veja o resul­tado! O mesmo acontece espiritualmente ao novo convertido, seja criança, jovem, adulto ou idoso.
4.    Uma Escola Dominical dotada de obreiros treinados e cheios do Espírito Santo pode contribuir eficazmente para a implantação da santíssima fé cristã entre os homens. Não podemos esperar isso da escola pública. E a Igreja Evangélica que tem de cuidar disso por meio de sua agência de ensino que é a Escola Dominical.
5.    O futuro do novo convertido (infante ou adulto) depen­de do que lhe for ensinado agora. Nesse sentido, o alvo do professor deve ser o de ajudar cada aluno convertido a viver uma vida verdadeiramente cristã, em inteira consagração a Deus, e cheio do Espírito Santo.
6.    Um dos intuitos, pois, da Escola Dominical, éode fazer de seus alunos, homens e mulheres, verdadeiros cristãos, cujas vidas se assemelhem em palavras e obras ao ideal apre­sentado em Jesus Cristo, conforme lemos em Colossenses 1.28; Ef 4.13. Vê-se, portanto, que a tarefa do professor da Escola Dominical é da máxima importância e do maior alcan­ce, precisando não somente de conhecimentos da matéria (a Bíblia), e da arte de ensinar (Pedagogia) mas também de influenciar e orientar o pensamento do aluno, resultando em contínua moldagem do caráter cristão ideal, no sentido moral e espiritual.
·         Treinar o cristão para o serviço do Mestre
1.    Ao prover treinamento espiritual, a Escola Dominical apresenta ao aluno oportunidades ilimitadas de servir ao divino Mestre. Inúmeros obreiros das nossas igrejas saíram da Escola Dominical. Talvez o leitor seja um deles. Grandes frutos tem produzido a Escola Dominical. O famoso e sempre lembrado evangelista D.L. Moody foi um deles. Esse serviço tanto pode ser na igreja local, como em qualquer parte do país, ou do mundo, aonde o Senhor enviar os seus servos.
2.    O privilégio de contribuir para a causa de Cristo e o dever de empreender alguma espécie de atividade cristã, são coisas que devem ser trazidas à consciência dos alunos da es­cola, com oração.
3.    O lema da Escola Dominical completa deve ser:
·         Cada aluno um crente salvo
·         Cada salvo, bem treinado
·         Cada aluno treinado, um obreiro ativo, diligente, dinâmico.
Assim, o tríplice objetivo pode ser resumido em três frases: aceitar a Jesus; crescer em Jesus; servir a Jesus.
4.    O tríplice alvo da Escola Dominical que acabamos de expor, pode ser plenamente atingido, pois trata-se do traba­lho do Senhor Jesus. O que se requer é obreiros cheios do Espírito Santo e de fé na Palavra de Deus, e treinados para o desempenho de tão elevado ministério. O mandamento divino é que falemos a Palavra (2 Tm 4.2). Sabemos que ela é podero­sa tanto para operar na esfera da mente, como no coração das criancinhas, adultos e encanecidos.
5.    O alvo da Escola Dominical é nobre e elevado em todos os pontos de vista. Ela, na Igreja, cuida das vidas em forma­ção, seja no sentido social ou espiritual. Coopera eficazmente com o lar na formação moral de crianças e adolescentes, instilando neles os hábitos, ideiais e princípios cristãos se­gundo as Santas Escrituras. Nela, também os adultos vão encontrar horas de prazer no estudo bíblico. Mas para que a
Escola Dominical alcance seu objetivo, ela precisa empregar meios e métodos eficazes, sem jamais afastar-se duma esfera genuinamente espiritual.
4.    As Assembléias de Deus no Brasil, sendo, como é sabi­do, o maior movimento pentecostal em todo o mundo, não tem explorado todo o terreno ou potencial da Escola Domini­cal, nem lançado mão de todos os seus recursos. O descuido nessa parte reflete diretamente nas crianças de hoje e nos jovens de amanhã. A orientação e formação de professores, especialmente no setor infantil é uma premente necessida­de. No descuido quanto ao ensino bíblico, os mais prejudica­dos são as crianças. Conforme 2 Reis 4.38-41, podemos pagar muito caro por uma só ignorância espiritual, se assim aplicarmos aquele incidente. Nossas crianças levam em mé­dia 700 horas anuais na escola de instrução secular, prepa­rando-se para uma vida terrena tão curta. Não podem elas passar pelo menos 52 horas na Escola Dominical, preparan­do-se para a outra vida, que é eterna? Um aluno que sempre freqüentou a Escola Dominical, aos 18 anos terá tido umas 936 horas/aula. No mesmo período, numa escola secular, ele terá cerca de 8.000 horas/aula.
5.    Fiquemos certos que o Diabo não dorme quando os tra­balhadores cruzam os braços (Mt 13.25). Uma sua atividade predileta é a de roubar a Palavra de Deus. E isto ele faz de muitas maneiras, até nos púlpitos onde muitas vezes o tempo que seria da Palavra de Deus é desperdiçado com coisas vãs, sem qualquer edificação (Lc 8.12). De nossas observações através do vasto Brasil, verificamos que inúmeras escolas são dirigidas sem muita ou nenhuma preocupação de alvo defini­do, como acabamos de esboçar.
6.    Está sua Escola Dominical atingindo em cheio o alvo que lhe está proposto? Se não, ore, aja, coopere! Faça alguma coisa agora neste sentido!
É tempo de explorarmos o ilimitado potencial latente no vasto campo da Escola Dominical entre nós!
1.    O tríplice alvo da Escola Dominical pode ser plenamen­te atingido, pois a obra pertence a Deus, pela qual Ele vela com insondável amor. O que se requer é obreiros cheios do Espírito Santo e de fé na Palavra de Deus, e treinados para o desempenho de tão elevado mister, como já dissemos.
2.    Pelo testemunho da História, por seus objetivos e pelos frutos alcançados, a Escola Dominical é a melhor escola do mundo. Eis o porque dessa primazia:
·         Seu livro-texto é o melhor do mundo: a Palavra de Deus, o mapa que nos guia ao céu.
·         Seu supremo dirigente é o Deus vivo, Todo-Poderoso e amoroso, que criou os mundos.
·         Seu alcance é o mais vasto do mundo: vai do bebê ao ancião mais idoso.
·         Seus alunos são o melhor povo do mundo: os que co­nhecem e amam a Deus e sua Palavra.
·         Seus resultados são os melhores do mundo, porque são infalíveis, materiais, espirituais e eternos.
Questionário
1.    Cite o tríplice alvo da Escola Dominical.
2.    Cite o meio certo de levar almas a Cristo.
3.    De que depende o desenvolvimento da espiritualidade e do caráter cristão do novo convertido?
4.    Em que resulta a correta formação de hábitos cristãos na criança?
5.    Cite o lema de uma Escola Dominical completa ou padrão.
6.    Cite a colaboração da Escola Dominical para com o lar.
7.    Por que o tríplice alvo da Escola Dominical pode ser ple­namente atingido?
8.    Qual o presente relacionamento do leitor com a Escola Dominical?
9.    Que está você fazendo para a promoção da Escola Domi­nical?
10.   Você, pessoalmente ou através de seus filhos, tem sido beneficiado pela Escola Dominical? Se afirmativo, des­creva os fatos.
11.   Por que a Escola Dominical é a melhor escola do mundo?
Fonte:
Comunidade Rocha Viva
Ministério Educação Cristã
Revista Ensinador Cristão, CPAD
http://www.comunidaderochaviva.com.br/portal/artigos-e-estudos-ebd/119-a-escola-dominical-e-seus-objetivos.html
http://nascidodenovo.org/v4/estudos-biblicos/os-objetivos-da-escola-dominical-manual-da-eb/

sábado, 14 de janeiro de 2017

47-AS OBRAS DA CARNE E O FRUTO DO ESPÍRITO

AS OBRAS DA CARNE E O FRUTO DO ESPÍRITO

http://www.epicjogos.com/profile/marcio-de-medeiros.html(site de jogos)
https://sites.google.com/site/profmarciodemedeiros/
(Este é um site de cultura )
http://prof-marcio-de-medeiros.webnode.com/contate-nos/
(Site de estudos Bíblicos)
Sites para subsidiar as EBDs:
http://escolabiblicadominicalparatodos.blogspot.com.br/
http://escoladominicalparatodos.comunidades.net/
NOSSO CANAL DO YUTUB;
http://www.youtube.com/channel/UCA7hG5n5Q0GJ-NZvXnHLrFg



“Digo, porém: andai no Espírito e jamais satisfareis à concupiscência da carne. Porque a carne milita contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne, porque são opostos entre si; para que não façais o que, porventura, seja do vosso querer. Mas, se sois guiados pelo Espírito, não estais sob a lei” (Gl 5.16-18).

Quem anda no Espírito, não necessita satisfazer a concupiscência da carne. Age como um cidadão dos céus e investe no céu, não necessitando da lei (5.16). Carne e espírito são dois extremos existentes em nós e satisfazer a carne significa egoísmo, satisfazer o espírito é altruísmo (5.17). Guiar-se pelo Espírito é desfrutar da plena liberdade, é esquecer-se que há lei (5.18).

A palavra grega sarx, “carne”, tem vário significado na Bíblia, principalmente nas epístolas. Pode significar fraqueza física (Gl 4.13), o corpo, o ser humano (Rm 1.3), o pecado (v. 24), os desejos pecaminosos (Rm 8.8).

O contexto quando corretamente interpretado determina o significado da palavra. Aqui significa o conjunto de impulsos pecaminosos que dominam o homem natural. Da mesma maneira a palavra grega pneuma, “espírito” que se aplica ao Espírito Santo, espírito humano, aos anjos e aos espíritos imundos. É preciso atentar bem para o contexto da referência em apreço para verificar o sentido do termo.

I. CLASSIFICAÇÃO DAS OBRAS DA CARNE

1. Pecados de ordem moral.

“Ora, as obras da carne são conhecidas e são: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissensões, facções, invejas, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas, a respeito das quais eu vos declaro, como já, outrora, vos preveni, que não herdarão o reino de Deus os que tais coisas praticam” (Gl 5.19-21).

A. Prostituição – a palavra grega usada é pornéia, que abrange todo o tipo de impureza sexual. Aqui estão incluídos todo tipo de pornografia, como quadros filme, produções pornográficas. Verifique ainda outros textos que apresentam a mesma expressão: (Mateus 5.32, 19.9, Atos 15.20,29, 21.25, 1ª Coríntios 5.1).

B. Impureza – a palavra grega akatharsia se refere aos pecados sexuais, atos pecaminosos, vícios e também pensamentos e desejos impuros. Outros textos que usam a mesma expressão são: Efésios 5.3, Colossenses 3.5.

C. Lascívia – é a palavra grega aselgeia, que é a sensualidade. É seguir as próprias paixões a ponto de perder a vergonha. É a porta aberta para uma vida de dissolução completa, controlada totalmente pelas paixões carnais.

2. Pecados de ordem religiosa.

A. Idolatria – do grego, eidolatria, é a adoração a espíritos, pessoas ou ídolos, ou a confiança em pessoas, instituições ou pessoas, atribuindo-lhe força e poder.

B. Feitiçarias – o termo grego é pharmakeia, que envolve a dominação de espíritos, magia negra, adoração de demônios e o uso de drogas e outros materiais, na prática da feitiçaria. Você ainda pode examinar os textos de Êx 7.11,22; 8.18; Ap 9.21; 18.23.

3. Pecados de ordem social.

A. Inimizades – a palavra grega echthra envolve intenções e ações fortemente hostis; antipatia e inimizade extremas.

B. Porfias – do grego, eris, abrange as brigas, oposição, luta por superioridade e pode ser encontrado também em Rm 1.29; 1ª Co 1.11; 3.3.

C. Emulações – no grego, zelos fala de ressentimento, inveja amargurada do sucesso dos outros. Outros textos: Rm 13.13; 1ª Co 3.3.

D. Iras – do grego, thumos é a palavra grega que significa a ira ou fúria explosiva que irrompe através de palavras e ações extremamente violentas. Veja Cl 3.8.

E. Pelejas – do grego, eritheia é a ambição egoísta e a cobiça do poder, que pode ser encontrada também em 2ª Co 12.20 e Fp 1.16,17.

F. Dissensões – do grego dichostasia, diz respeito aos grupos divididos dentro da congregação, formando conluios egoístas que destroem a unidade da igreja Deus sempre se preocupou com a unidade do seu povo, veja 1ª Co 11.19.

G. Heresias – do grego  hairesis , significa introduzir ensinos cismáticos na congregação sem qualquer respaldo na Palavra de Deus, como em Rm 16.17.

H. Invejas – aqui encontramos o termo fthonos, significando a antipatia ressentida contra outra pessoa que possui algo que não temos e queremos. É a inconformidade pois “ele tem e eu não!”.

I. Homicídios – phonos é matar o próximo por perversidade. A tradução do termo phonos na Bíblia de Almeida está embutida na tradução de methe, a seguir, por tratar-se de práticas conexas.

J. Bebedices – continuando a idéia anterior, methe faz referência ao descontrole das faculdades físicas e mentais por meio de bebida embriagante.

L. Glutonarias – do grego, komos diz respeito às diversões, festas com comida e bebida de modo extravagante e desenfreado, envolvendo drogas, sexo e coisas semelhantes.

As palavras finais de Paulo sobre as obras da carne são severas e enérgicas: quem se diz crente em Jesus e participa dessas atividades iníquas exclui-se do reino de Deus, não terá salvação pois apenas se preocupou em aparentar e não em viver. Veja ainda 1ª Co 6.9.

II. OBRAS DO ESPÍRITO

“Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei” (Gl 5.19-23).

Agora passamos a verificar as características do Fruto do Espírito, que, diferentemente das obras da carne passa a ser apresentado como uma unidade. É O único fruto que será produzido pelo Espírito de Deus. Não existe a possibilidade de ser diferente, pois não depende do indivíduo, mas sim da ação específica do Espírito de Deus.

O fruto do Espírito é o resultado de uma vida redimida pela fé em Jesus. Não é o resultado de uma imposição religiosa ou qualquer sistema religioso legalista.

É o modo de viver íntegro e honesto que a Bíblia chama “o fruto do Espírito”. Esta maneira de viver se realiza no crente quando ele permite que o Espírito dirija e influencie sua vida de tal maneira que subjugue o poder do pecado, especialmente as obras da carne, e ande em comunhão com Deus. O Espírito Santo é quem faz essas coisas na vida do cristão. É por isso que o apóstolo diz que: “contra essas coisas não há lei (v.23). “...pelos frutos sois conhecidos” (Mateus 7.16).

O fruto do Espírito inclui:

1. Caridade (Amor) – A palavra grega ágape, nos fala de um amor que apresenta o interesse e a busca do bem maior de outra pessoa sem nada querer em troca. Os textos de Romanos 5.5; 1ª Coríntios 13; Efésios 5.2 e Colossenses 3.14 ainda podem ser observados adicionalmente.

2. Gozo – Aqui temos o termo grego chara, a sensação de alegria baseada no amor, na graça, nas bênçãos, nas promessas e na presença de Deus, bênçãos estas que pertencem àqueles que crêem em Cristo. Leia ainda Salmo 119.16; 2ª Coríntios 6.10 e 12.9 e ainda 1ª Pedro 1.8.

3. Paz – No grego eirene, que é a quietude no coração e na mente, baseados na convicção de que tudo vai bem entre o crente e seu Pai celestial. Pode ser ainda observada em Romanos 15.33; Filipenses 4.7; 1ª Tessalonissenses 5.23 e também Hebreus 13.20.

4. Longanimidade – O termo grego é makrothumia, que fala de perseverança e paciência, a capacidade de ser tardio para irar-se ou para o desespero. Outros textos são Efésios 4.2; 2ª Timóteo 3.10 e também Hebreus 12.1.

5. Benignidade – No grego chrestotes significa não querer magoar a ninguém, nem mesmo lhe provocar qualquer tipo de dor. Leia ainda Efésios 4.32; Colossenses 3.12 e 1ª Pedro 2.3.

6. Bondade – A palavra grega agathosune é o zelo pela verdade e pela retidão, e repulsa ao mal; pode ser expressa em atos de bondade (Lucas 7.37-50) ou na repreensão e na correção do mal (Mateus 21.12,13).

7. Fé – Aqui a palavra grega pistis é convicção da verdade de algo, fé; de uma convicção ou crença que diz respeito ao relacionamento do homem com Deus e com as coisas divinas, geralmente com a idéia inclusa de confiança e fervor santo nascido da fé e unido com ela; a convicção de que Deus existe e é o criador e governador de todas as coisas, o provedor e doador da salvação eterna em Cristo; fé com a idéia predominante de confiança (ou confidência) seja em Deus ou em Cristo, surgindo da fé no mesmo; convicção ou fé forte e benvinda de que Jesus é o Messias, através do qual nós obtemos a salvação eterna no reino de Deus; é a lealdade constante e inabalável a alguém com quem estamos unidos por promessa, compromisso, fidedignidade e honestidade. Você pode ainda examinar Mateus 23.23; Romanos 3.3; 1ª Timóteo 6.12; 2ª Timóteo 2.2; 4.7; Tito 2.10.

8. Mansidão – No grego prautes, que é a moderação, associada à força e à coragem; descreve alguém que pode irar-se com eqüidade quando for necessário, e também humildemente submeter-se quando for preciso. Temos os exemplos de Jesus, de Paulo e de Moisés: 2ª Timóteo 2.25; 1ª Pedro 3.15; para a mansidão de Jesus, cf. Mateus 11.29 com 23; Marcos 3.5; a de Paulo, cf. 2ª Coríntios 10.1 com 10.4-6; Gálatas 1.9; a de Moisés, cf. Números 12.3 com Êxodo 32.19,20.

9. Temperança - A palavra grega egkrateia, apresenta o controle ou domínio sobre nossos próprios desejos e paixões, inclusive a fidelidade aos votos conjugais; também a pureza. Leia ainda 1ª Coríntios 7.9; Tito 1.8; 2.5.

Esse Fruto só é experimentado por quem vive LIVRE. Sujeitar-se novamente à lei é provar algo insosso, é não provar os sabores do fruto. Na verdade, esse fruto já foi explicado por Cristo em João 15.2. “Se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito” (5.25). PARODIANDO: “Se vivemos na Liberdade de Cristo, Frutifiquemos os 9 sabores do Espírito”. Por fim, Paulo nos chama a viver em humildade, respeitando e evitando invejas e facções (5.26) porque a carne já está crucificada (5.24).

“E os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e concupiscências. Se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito” (Gl 5.24-25).

Fonte pesquisada:
https://pastoreliasribas.blogspot.com.br/2013/02/as-obras-da-carne-e-o-fruto-do-espirito.html